Já dizia aquela velha música do Raul Seixas: “eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.

No início desse ano, como em todo começo de ano, eu estava fazendo um balanço geral da minha vida. Estava ali toda focada, analisando as coisas boas, as ruins, o que eu gostaria que fosse diferente no próximo ano e, eis que eu percebi que aquela Renata de 2017 não era mais a mesma que estava começando 2018. Quer dizer, eu ainda tinha aquela mania de dormir com a televisão ligada, ainda gostava de ouvir Britney Spears e ainda precisava tomar minha xícara diária de cappuccino, mas algumas coisas haviam realmente mudado dentro de mim.

Não sei se foi o fato de ter passado por tantas coisas complicadas no último ano, do meu Instagram que foi hackeado até o meu namoro de 6 anos que, do dia pra noite, virou fumaça. Era nítido: eu estava diferente!

Por um breve momento, deixei essa tal lista de lado e comecei a analisar o tanto que havia mudado minha forma de pensar em relação a algumas coisas. O que estava acontecendo comigo? Eu sempre fui aquele tipo de pessoa que tem uma certa resistência a mudanças. Se eu prefiro rosa, não posso simplesmente pintar as paredes do meu quarto de azul, se curto pop, como posso ter um pen drive só de rock no carro? Se disse que não vou com a cara de fulana, como é possível ficar super amiga dela na semana seguinte? Pois é, meus amigos, a vida, danadinha, nos ensina que a gente não sabe de nada, inocente. Mudar é um processo natural e, digo mais, n-e-c-e-s-s-á-r-i-o! Mudar é abrir a nossa mente para o novo, é enxergar com outros olhos, é amadurecer nossa forma de pensar.

A mudança é o que faz o mundo evoluir, ir pra frente. Se não existisse mudança, não existiria progresso e estaríamos ainda na idade da pedra, caçando comida pra sobreviver (certo, exagerei). Mas o fato é: quem nunca mudou com o tempo? Me lembro de pensar que a faculdade era o único caminho para conseguir a tão sonhada independência financeira. Cai do cavalo quando me formei e vi que nunca precisei tanto da ajuda dos meus pais na vida. Fui obrigada a mudar minha forma de pensar. Sempre achei que ciúmes era demonstração de amor (quanta bobagem, meu Deus!). Hoje tenho uma opinião completamente diferente em relação a isso.

Eu não sei você, mas quando fiz as pazes com a mudança e passei a aceita-la de braços abertos, a vida ficou muito mais leve. Entendi que mudar não é perder a nossa essência, mas deixar que a nossa alma e mente evoluam dia após dia.

Gostou do tema? Aproveita pra conferir o vídeo “Opiniões que eu tinha e mudei” que está no meu Canal do YouTube.

Beijos e até a semana que vem!