Uma vez li a seguinte frase: “Vi os sonhos se prostituindo na zona de conforto”, do Zack Magiezi (escritor que, aliás, eu gosto bastante). Aquilo me impactou. Talvez porque eu estivesse vivendo mais ou menos assim, presa na minha própria zona de conforto, sem saber muito bem como sair dela.

Desconfio que todo mundo já criou raízes nessa tal zona de conforto pelo menos uma vez na vida e até entendo porque ela é tão sedutora. Quem seria louco de sair por aí se arriscando, sem ter certeza de nada e ainda por cima correndo o risco de perder tudo?

Vou contar um segredo, eu fui essa louca. Na verdade, eu fui obrigada a ser, porque assim, do dia para noite, fui expulsa da minha própria zona de conforto sem aviso prévio. Foi duro, difícil, angustiante. Fiquei sem rumo por alguns meses, deixando a vida me levar, vida leva eu. A gente fica meio perdido mesmo, como se não pertencêssemos a lugar nenhum, passamos por aquele processo de se redescobrir.

De repente, viramos lagarta, criamos nosso próprio casulo e queremos ficar quietinhos ali, escondidos de toda a bagunça lá fora. No casulo aprendemos a nos olhar, a entender e organizar nossa mente inquieta e, um belo dia, saímos borboletas. Voamos radiantes, pois descobrimos que criamos asas. Agora eu te pergunto: onde estariam as suas asas se você continuasse ali, com os seus pés fincados ao chão?

Você faz dupla com o “mais ou menos”, vira amigo do “não tá ótimo, mas tá bom”, e aceita de braços abertos o “dá pro gasto”. O trabalho não é lá essas coisas, mas dá pro gasto; o casamento não é ótimo, mas tá bom, a vida vai mais ou menos, obrigado. Fuja disso! Saia correndo e não olhe para trás. A vida é uma só e você merece mais do que isso, não acha?

Jogar tudo pro alto, virar a mesa, recomeçar, arriscar, quando e quantas vezes forem necessárias, porque de certo mesmo, só a morte, o resto é a história que a gente decide viver.

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Beijos, até a próxima!